18
set
14

Citação de Legião Urbana

Quero me encontrar, mas não sei onde estou
Vem comigo procurar algum lugar mais calmo
Longe dessa confusão e dessa gente que não se respeita
Tenho quase certeza que eu não sou daqui.

Legião Urbana – “Meninos e Meninas”

22
jun
11

Pôr-do-Sol

Ontem, dia de solstícios, conversando com meu irmão percebi que distantes, em continentes e hemisférios diferentes, poderíamos assistir ao mesmo pôr-do-sol, ao mesmo tempo, durante uma conversa ao telefone. Por alguns instantes a distância deixou de existir, e nunca um pôr-do-sol foi tão grande.

21
maio
11

“Soneto 35” – Francesco Petrarca

SONETO 35

Francesco Petrarca

Solo et pensoso i piú deserti campi
vo mesurando a passi tardi et lenti,
et gli occhi porto per fuggire intenti
ove vestigio human l’arena stampi.

Altro schermo non trovo che mi scampi
dal manifesto accorger de le genti,
perché negli atti d’alegrezza spenti
di fuor si legge com’io dentro avampi:

sì ch’io mi credo omai che monti et piagge
et fiumi et selve sappian di che tempre
sia la mia vita, ch’è celata altrui.
Ma pur sí aspre vie né sí selvagge

cercar non so ch’Amor non venga sempre
ragionando con meco, et io co’llui.

31
out
10

“Claire de Lune”

Talvez já tivesse ouvido a música antes, mas ela realmente me marcou na cena final do filme “Onze Homens e Um Segredo”, quando os personagens observam a belíssima dança das águas em frente a um cassino e nós, espectadores, somos presenteados com essa música tão perfeita, do compositor francês Claude Debussy, que traz algo de mágico à cena.

Não sabia seu nome nem sua autoria, mas depois de ouvi-la ontem no site Stereomood fiquei curiosa e procurei informações, além de vídeos com algumas versões. “Claire de Lune” é uma das quatro partes da “Suite Bergamasque”, e talvez a mais conhecida. Entre tantos vídeos que achei um, em especial, me encantou. Adoro o som de violino, e encontrei uma execução maravilhosa de um violinista russo chamado David Oistrakh.

Música, instrumento e execução perfeitos. Já não sei dizer quantas vezes ouvi… Precisava postar aqui.

28
set
10

Listening to “R.E.M. – It’s the End of the World as We Know It (And I Feel Fine)”

Link: Listening to “R.E.M. – It’s the End of the World as We Know It (And I Feel Fine)”

E acho que hoje absolutamente nada me faria sentir de outra forma… “… it’s the end of the world as we know it and I feel fine…”

27
set
10

Fim das Moedas de Um Centavo?

Na sexta-feira passada fui ao banco pagar uma conta em dinheiro. O valor era quebrado e terminava com seis centavos. Para facilitar o troco da atendente entreguei dez centavos e esperei pelo meu troco, e foi quando tive a surpresa: ela me perguntou se poderia arredondar o valor para cima. Já tinha visto isso no comércio, onde os lojistas lucram com os míseros centavos de cada cliente, mas nunca esperei que acontecesse num banco.

Sim, eu sou uma das clientes “chatas” que pede o centavo de troco. Acho um absurdo os lojistas colocarem valores nos produtos esperando ganhar uma esmola na compra de cada consumidor e me recuso a aceitar isso. Se no caso das lojas fico indignada, nessa situação do banco fiquei sem reação. Fiz a pergunta óbvia: “Você não tem moeda de um centavo?” e fiquei surpresa com a resposta: “Não. As moedas de um centavo pararam de ser fabricadas.”

Diante da resposta da bancária comecei a rir. Como podem ter parado de fabricar as moedas de um centavo sendo elas a unidade mínima da nossa moeda? Perguntei como ficam, então, os casos dos valores quebrados como na conta que eu estava pagando. Sua resposta, como se fosse a coisa mais natural do mundo, foi que nesse caso deve haver uma negociação entre as duas partes, sendo que em cada caso um dos lados deve ceder.

Já se passaram alguns dias e ainda não me conformei com o que ouvi. Como uma coisa tão exata quanto o valor de uma moeda pode ser transformada em algo relativo, negociado caso a caso? Pesquisei para descobrir se a informação que me foi dada pela atendente estava correta, mas até agora não encontrei nenhum dado confiável que confirme. Espero que tenha sido só um engano da funcionária.

22
set
10

“Soneto da Lua” – Vinícius de Moraes

SONETO DA LUA

Vinícius de Moraes

Por que tens, por que tens olhos escuros
E mãos lânguidas, loucas, e sem fim
Quem és, quem és tu, não eu, e estás em mim
Impuro, como o bem que está nos puros ?

Que paixão fez-te os lábios tão maduros
Num rosto como o teu criança assim
Quem te criou tão boa para o ruim
E tão fatal para os meus versos duros?

Fugaz, com que direito tens-me pressa
A alma, que por ti soluça nua
E não és Tatiana e nem Teresa:

E és tão pouco a mulher que anda na rua
Vagabunda, patética e indefesa
Ó minha branca e pequenina lua!




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