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Livros e Livrarias

Gosto muito de ler e tenho uma certa adoração por livros. Sinto um prazer meio inexplicável quando entro numa livraria, admiro as capas, toco os livros, e folheio cada um daqueles que me parecem mais interessantes. Fico curiosa com relação à história contada, procuro mais detalhes mas não muitos, apenas o suficiente para me deixar ainda mais curiosa e sem saber muito sobre as linhas que possivelmente me entreterão por algum tempo.

Para minha tristeza, moro em uma cidade que praticamente não tem livrarias: Jundiaí, no interior de São Paulo. Com 350.000 habitantes, acho que pode-se contar nos dedos (de uma mão!) as livrarias existentes, e todas pequenas, praticamente sem um espaço decente onde se possa sentar e folhear livros devidamente. A cidade tem um shopping center principal, mas diferente de todos os outros shoppings que já conheci, esse não tem uma livraria sequer.

Recentemente tivemos duas lojas de grandes redes (Nobel e Siciliano), mas há pouco tempo as duas fecharam suas portas, e eu fico sem entender esse “fenômeno”, no pior sentido da palavra, que ocorre por aqui. Eu não sei se as pessoas daqui não lêem, se preferem simplesmente comprar os livros pela internet onde o preço sempre é mais baixo, se são tão poucos aqueles que sentem esse mesmo prazer que eu sinto com relação aos livros. Eu só sei que é frustrante ter que me deslocar para outra cidade para fazer algo que em tantos lugares do mundo pode ser feito em cada esquina. Muitos anos atrás estive em Buenos Aires e me senti no paraíso, tamanha a quantidade de livrarias que a cidade tem.

Existe a previsão de abertura de dois grandes shoppings na cidade nos próximos anos, e isso me anima pela perspectiva de que pelo menos duas boas livrarias dêem as caras por aqui. Acho um pouco triste que essa seja a única forma dessas lojas abrirem suas filiais, mesmo porque shopping center está bem longe de ser um local voltado à cultura, mas se esse é o único meio, que seja assim. Só espero que as futuras lojas não tenham o mesmo fim que as outras tiveram…

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6 Responses to “Livros e Livrarias”


  1. julho 30, 2010 às 1:34 pm

    Lamentei muito o fato de em Jundiaí ser deprimente a situação das livrarias, mas fiquei feliz de saber que há mais gente preocupada com a situação.
    Tomara que as coisas mudem mesmo!

    Um abraço.

  2. maio 21, 2010 às 2:27 pm

    Aqui em São Paulo tem bastante livrarias, mas eu prefiro ler um livro emprestado ou comprar em um sebo.
    Sou contra gastar recursos da natureza com livros que já foram impressos. Só compro mesmo os livros que eu sei que ninguém tem pra emprestar.
    Abre uma filial da “Cantinho do Leitor” ai! Será um sucesso, né?

  3. 3 Marina de Melo Munhoz
    maio 21, 2010 às 11:10 am

    Hummm… ainda que também sejam escassos, você esqueceu de incluir os sebos na sua conta. Sou louca por sebos! Conheço bons (mas poucos) aqui em Jundiaí. Até o começo deste ano, não sabia dizer quando tinha comprado um livro novo pela última vez. Disse que foi até o começo do ano porque não econtrei o Fiorin nos sebos de que sou freguesa — eh eh! Pode ser que seja um prazer só meu, um tanto escatológico, mas adoro ter um livro velhinho em mãos. Gosto ainda mais de quando ele vem com rabiscado, grifado e sublinhado, pra que eu preste maior atenção a certas linhas que, às vezes, passam desapercebidas.
    Nem nos sebos eu pago pelos livros. Aderi à política de troca com o Zé, lá da R. 23 de maio — pertinho! Eu passo pra frente a maioria dos livros que leio, conservando apenas os epeciais e classicões, que moram na minha biblioteca.
    Outra linda opção que a nossa cidadezinha nos dá são as bibliotecas. Tem a municipal, que é bem farta, e tem a minha preferida que, embora seja particular, é o melhor do mundo pra se estudar. Conhece o Gabinete de leitura Ruy Barbosa?! = )
    Sou contra os livros engomadinhos! Quero cheiro de poeira e anotações!

  4. maio 21, 2010 às 10:12 am

    Realmente…
    Já li que o número de livrarias no Brasil em relaçao ao número de habitante é uma das mais baixas do mundo.
    Infelizmente o culpado é o povo brasileiros, vê-se que através do seu post já houve a tentativa de abrirem livrarias maiores por lá e acabaram por fechar, não fechariam se houvesse público, neste caso não dá nem para culpar as empresas pois elas tentaram.
    Espero que os brasileiros conscientizem que a leitura é algo importante e que devemos dar mais importância a isso.

  5. maio 21, 2010 às 12:46 am

    Fala Flávia!

    Compartilho com você esse prazer de entrar em uma livraria e ficar apreciando e folheando livros. Acho que é uma excelente “mania” que espero passar para o Lucca!

    Isso que você falou sobre Buenos Aires eu já ouvi falar que há mais livrarias lá que na cidade de São Paulo. Fiquei assustado com essa informação! Por essas e por outras que falta cultura para a maioria da população brasileira.

    Abraços
    Denis

  6. 6 Camila
    maio 21, 2010 às 12:34 am

    Você expressou exatamente o que acontece em Jacareí, uma cidade de 200.000 habitantes que tem 2 livrarias pequenas. Amava ir ao shopping em São Paulo e ficar folheando, escolhendo o próximo livro a ser lido. Infelizmente, educação não é prioridade no nosso país e a leitura não e estimulada.


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