Arquivo de junho \30\UTC 2010

30
jun
10

Livro: “O Escafandro e a Borboleta” – Jean-Dominique Bauby

Imagine ficar preso dentro do seu corpo. Você aí, vivo, consciente, com seu cérebro funcionando perfeitamente, mas sem conseguir movimentar qualquer parte do seu corpo, nem mesmo respirar ou comer sozinho, e sem poder dizer às outras pessoas o que está se passando com você. Na verdade você consegue realizar um único movimento: piscar seu olho esquerdo.

Tudo isso parece um pesadelo mas foi o que aconteceu ao autor desse livro, e foi nessas condições que ele conseguiu escrevê-lo. Piscando, letra a letra, formaram-se palavras, sentenças, parágrafos, e assim ele pôde externar suas idéias e pensamentos para que fossem lidos e conhecidos por outras pessoas.

Jean-Dominique era um jornalista francês, editor de uma famosa revista, e um dia, aos 43 anos, teve um derrame cerebral (AVC). Quando acordou do coma, 20 dias depois, teve a triste surpresa de se descobrir preso em seu corpo sem movimento. Com a ajuda de uma pessoa, que repetia uma a uma as letras do alfabeto até que ele piscasse indicando qual a letra escolhida, escreveu esse livro, contando um pouco de sua nova rotina no hospital em que estava internado, o contato com a família e os amigos por meio de visitas e cartas, lembrando fatos de sua vida antes do derrame e como suas experiências anteriores se tornaram tão presentes, tudo de uma forma muito lúcida que torna ainda mais difícil imaginar-se em sua situação.

Adorei o livro e não consegui abandoná-lo enquanto não cheguei à última linha. O bom-humor e o sarcasmo do autor, características de sua personalidade e que não se alteraram após o acidente, dão um tom bastante interessante a uma vida tão limitada. Quando os capítulos curtos, com cada uma das histórias, chegam ao fim, a vontade é de continuar e ler pelo menos mais um.

Em 2007 foi lançado um filme baseado no livro, mas ainda não o assisti. Pelo que vi ele foi muito premiado em diversos festivais em diferentes países e já está disponível em DVD, mas imagino que, como a maioria dos filmes, deixe a desejar em relação ao livro, principalmente por incluir imagens e interpretações de outras pessoas que não o próprio autor.

29
jun
10

Listening to “Ney Matogrosso – Balada do Louco”

Link: Listening to “Ney Matogrosso – Balada do Louco”

Porque adoro a letra! “… mas louco é quem me diz / e não é feliz, não é feliz / eu juro que é melhor / não ser o normal…”

28
jun
10

“Mad World” – Versão de Adam Lambert

No ano passado o programa American Idol, um reality show que se propõe a encontrar um novo ídolo musical a cada ano, estava em sua oitava edição. Até então nunca tinha acompanhado edição alguma, até que um dia assisti a um programa em companhia de minha família.

No meio de alguns cantores, com mais ou menos talento, um deles me chamou a atenção: Adam Lambert. Com uma voz espetacular, uma presença de palco de se admirar e muito carisma, se destacava muito em relação aos demais concorrentes. Não resisti e passei a acompanhar o programa semanalmente. Infelizmente ele não venceu a competição, mas mesmo com a segunda colocação já lançou um álbum e está em turnê mundial há algum tempo.

O post não é exatamente sobre ele, mas essa foi uma introdução para falar de uma de suas apresentações, a minha preferida entre todas as que assisti no programa. Com uma afinação excepcional e um incrível domínio de voz, essa música, cantada ao vivo por ele, se tornou uma de minhas preferidas. Sua versão ficou perfeita e foi muito elogiada pelo cantor da versão em que ele se baseou, Gary Jules, que estava assistindo ao programa e ficou muito impressionando com o Adam.

Queria um vídeo só com a música para postar aqui, mas acho que já foram excluídos do YouTube, e esse foi o melhor que encontrei. A apresentação começa aos 42 segundos, e a música é “Mad World”.

27
jun
10

Listening to “Carmen Monarcha – O Mio Babbino Caro”

Link: Listening to “Carmen Monarcha – O Mio Babbino Caro”

É a perfeição, em diferentes formas… “… sì, sì, ci voglio andare! / e se l’amassi indarno, / andrei sul Ponte Vecchio…”

Difícil definir o que me encanta mais. A voz, a música, as palavras, o idioma… Gosto muito, de tudo!

Update: Para quem gostar da cantora, ela tem um site oficial (e é brasileira).

26
jun
10

Sem Lágrimas

Quantas vezes quis chorar e a chuva veio… trouxe-me as lágrimas e chorou junto comigo.

Hoje quis chorar, mas as nuvens não vieram… Não trouxeram as lágrimas que faltavam para que o choro acontecesse, e o tempo se encarregou de secar as poucas lágrimas que naturalmente brotaram.

Tive que aceitar, no lugar do choro e do soluço, o silêncio que se fez.

25
jun
10

Citação de Lord Byron

“There is pleasure in the pathless woods,
There is a rapture on the lonely shore,
There is society, where none intrudes,
By the deep sea, and music in its roar:
I love not man the less, but Nature more,
From these our interviews, in which I steal
From all I may be, or have been before,
To mingle with the Universe, and feel
What I can ne’er express, yet cannot all conceal.”

Lord Byron

24
jun
10

“Sociedade dos Poetas Mortos”

Um dos filmes de que mais gostei entre os que assisti até hoje foi “Sociedade dos Poetas Mortos”. Lançado na época da minha adolescência, numa fase que foi difícil pra mim, esse filme teve um significado especial pela mensagem transmitida e pelo efeito que teve em minha vida.

O filme conta a história de alguns adolescentes que se conhecem em um colégio tradicional e bastante rígido, onde têm contato com um professor especial que lhes mostra uma nova forma de encarar não só os estudos mas também a vida, os estimula a encontrarem e seguirem seus sonhos e suas paixões.

A forma como isso é mostrado é bastante inspiradora, e nos faz refletir sobre nossa própria vida. Pelo menos foi isso que ele fez comigo. A idéia do “carpe diem”, do “aproveite o dia”, de saborear a vida porque ela é curta e passa depressa demais é linda e muito verdadeira.

É difícil escolher a melhor atuação no meio de tantos talentos presentes. Robin Williams está perfeito como o professor que ensina mais do que sua matéria aos alunos. Ethan Hawke também está maravilhoso como o tímido Todd Anderson, e foi com quem mais me identifiquei na época. Robert Sean Leonard, o Wilson da série “House”, teve uma atuação brilhante como o sonhador Neil Perry. Aliás, esse foi um dos primeiros filmes destes dois ótimos atores.

Lançado em 1989, o filme recebeu vários prêmios e indicações em vários países, e, entre eles, ganhou o Oscar de melhor roteiro original. Além desse, merecia ser premiado por seus atores, pela fotografia que é belíssima, e pela trilha sonora que também é muito bonita.

Esse filme é meio antigo e muita gente já deve ter visto, mas recomendo muito para quem ainda não assistiu. Para quem assistiu e gostou, sempre é bom revê-lo.




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