14
ago
10

A História de Um Gato Amarelo

Já tinha escolhido um assunto sobre o qual escrever hoje quando me dei conta de que este seria o 100º post do Porta-treco. Para uma marca especial pra mim, optei por mudar o rumo e escrever sobre algo, alguém, que me é muito especial, e assim compartilhar essa história que não é conhecida por muitos dos meus amigos. Bem-vindos à história do meu Gato Amarelo, que há um ano e quatro meses tem feito meus dias muito mais felizes.

Ele era um gato de rua, grande, amarelo e branco, e circulava pelo bairro em que meus pais moram andando sempre lentamente, como quem não tem pressa, um lugar para onde ir. E não tinha. Sem uma casa, se alimentava do que alguns moradores lhe davam. Eu o adorava, mas morava com um namorado-alérgico-a-pêlos-de-gato e isso me impedia de adotá-lo. Esperava por ele na casa dos meus pais para lhe dar ração e, com sorte, conseguir passar a mão em seu pêlo tão judiado.

Em abril do ano passado ele apareceu machucado, muito magro, com um ferimento grande na cabeça, um buraco enorme na orelha direita, muito infeccionado, cheirando a coisa podre, e nitidamente não tinha muitos dias de vida. Doze de abril, domingo de Páscoa, o dia em que a vida dele foi salva, e a minha, se não foi salva, definitivamente se tornou muito melhor.

Foram três cirurgias, uma orelha a menos, algumas internações, três meses de idas diárias ao veterinário, curativos, uma infecção que não tinha fim (Proteus Mirabilis, um nome do qual não vou me esquecer), antibióticos, homeopatia, e no final de julho ele estava recuperado. Embora o namorado, ex, não fosse mais empecilho, acabou ficando na casa dos meus pais para ter companhia sempre, e poder aproveitar o quintal, o jardim, os banhos de sol, tudo o que um apartamento não pode oferecer.

E então a surpresa… ele, um gato que viveu sozinho por pelo menos dez anos, se mostrou o animal mais carinhoso e companheiro que já vi. Adora companhia, colo, ronrona o tempo todo, se esfrega nas pernas e pés dos membros da família, tenta se aproximar dos outros gatos, e brinca com a energia de um filhote. Apesar de ser um gigante, é dócil, delicado e tem um miado de gatinho.

Normalmente os presentes são dados no aniversário, Natal, dia das crianças, dia dos namorados… e, quem diria, o melhor presente que já ganhei veio sem data comemorativa, cartão, embalagem especial ou um laço enfeitando. Se ele ganhou tanto ao conseguir uma casa e uma família, às vezes acho que ganhei muito mais.

(Meus eternos e profundos agradecimentos ao pessoal do Clinicão & Gato, uma clínica/hospital veterinário aqui de Jundiaí que atende 24 horas por dia, 7 dias na semana, sempre de forma tão competente e atenciosa.)


3 Responses to “A História de Um Gato Amarelo”


  1. agosto 15, 2010 às 12:08 pm

    O meu primo fofo!!
    Ele deve ser o gato mais gostoso do mundo! Parece ter um jeitinho dengoso…
    Amo quem ama animais!
    Ele é LINDO!
    Beijo🙂

  2. agosto 14, 2010 às 11:50 pm

    O Vanzinho é tão lindo!
    É muito bom saber detalhes dessa história tão linda!


Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


agosto 2010
D S T Q Q S S
« jul   set »
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031  

Arquivos

Categorias

Clique para assinar este blog e receber notificações de novos artigos por email.

Junte-se a 4 outros seguidores

Acessos ao Site

  • 12,912 acessos

%d blogueiros gostam disto: