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Bienal do Livro 2010

Hoje fui à Bienal do Livro de São Paulo. Para quem gosta de livros, com tamanha variedade de editoras, títulos, autores e gêneros, poderia ser uma experiência bem próxima de estar no paraíso, mas…

Logo que passei pela catraca de entrada, percebi que andar não seria mais uma tarefa tão simples de se executar. De repente me vi no meio de um mar de gente e tive que lutar contra as ondas para conseguir manter o trajeto que pretendia seguir.

Uma vez que já tinha me habituado ao primeiro obstáculo, percebi outro que achei ainda pior: os infinitos chamados dos vendedores de assinatura de revista. É impossível andar dez metros sem ouvir: “Mocinha, já pegou seu brinde?”. Dica: quando ouvir uma frase semelhante a essa, corra. Se cair no papo do vendedor vai perder pelo menos uns dez preciosos minutos da sua vida, sair com uma revista que não queria debaixo do braço, e corre o risco de assinar uma revista que você não vai ler. No primeiro chamado, ainda com toda minha paciência, respondi: “Não quero, obrigada.”. No segundo: “Não quero!”. No terceiro me fingi de surda. No quarto disse que já tinha pegado. Do quinto em diante, alternei: oras xinguei em pensamento, oras me fiz de louca.

Depois de algumas horas andando a fome já era grande e lá fui eu para a praça de alimentação. Um pão de queijo, três reais. Uma lata de refrigerante, quatro reais. Comi, saí com a sensação de ainda estar com o estômago vazio, e, agora, a carteira também.

Quanto aos livros, que são o que realmente importa, não vi nenhuma promoção que me interessasse. Saraiva, Companhia das Letras, Rocco, Record, Planeta, e vários outros stands em que entrei com a expectativa de encontrar ótimos preços e ter meu lado consumista atiçado, me frustraram. O que vi foram preços iguais aos que já tinha visto antes, fora dali, ou ainda mais altos. Acabei comprando só alguns livros de bolso da editora L&PM que eu já queria e estavam sendo vendidos pelo mesmo preço que costumo ver na internet.

Não me arrependo de ter ido porque o gosto do contato com os livros ainda supera todas essas outras coisas, mas começo a desconfiar que a Bienal é bienal para que os visitantes tenham tempo suficiente de esquecer como foi a experiência anterior e passar por tudo de novo na edição seguinte.

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6 Responses to “Bienal do Livro 2010”


  1. 1 Marcos Eiras
    agosto 31, 2010 às 8:48 pm

    Realmente a Bienal do Livro está cada vez pior em todos os sentidos (muita gente, poucas ofertas, muitos vendedores, comida MUITO ruim e cara) e isso porque eu estive lá em uma segunda-feira à noite. Só minha filha gostou porque gastei 200 reais em livros para ela e aproveitei para fazer ela conhecer algo além do be-a-bá escolar. Nesse sentido valeu a pena.

  2. 2 barufa
    agosto 23, 2010 às 10:23 am

    Ontem passei em frente ao Anhembi e tinha filas quilométricas do lado de fora. E era 7 da noite de domingo!

  3. agosto 21, 2010 às 6:55 pm

    sabe do que eu me lembro das exposições de antes?
    era uma fartura de brindes “sem compromisso”…eu morava em ribeirão preto e tinha a expam- exposição da alta mogiana, nem sei se tem hj em dia.
    os brindes variavam de camisetas, reguas, lápis, canecas, cadernos, blocos…
    hj em dia nem uma caneta vc ganha, ali´s, para ganhar uma caneta tem que assinar revista ou comprar algo
    bjs

  4. agosto 21, 2010 às 2:14 pm

    Poxa, desgostou tanto assim?
    Eu achei algumas boas promoções na quinta-feira, saí contente com minha sacola. A Companhia das Letras estava ótima, mas com os preços normais mesmo, ligeiramente decepcionante. Achei a Record meio pobre em questão de títulos, e a que me surpreendeu com bons preços [mas eu só vi tarde demais] foi a Intrínseca 😀
    Comida muuito caara meeeesmo, absurdo!
    Bom, na quinta os corredores não estavam tão cheios… mas isso facilitava a ação dos infinitos oferecedores de revistas e assinaturas :/ muito chato mesmo, não dá para ser educado com eles.

    Mas apesar de tudo isso eu gostei como sempre e pretendo voltar na próxima [e me lembrar de procurar saber quem serão os convidados com antecedêência. Perder Jostein Gaarder e John Boyne é ruuim!]
    Enfim, é isso. Como foi com o Amarelo?

    • agosto 21, 2010 às 2:34 pm

      hahahahahaha Ahhhh, nem desgostei tanto assim. Talvez o cansaço do dia tenha pesado um pouco no texto. 🙂 Bom… o fato de eu não gostar muito de aglomerados e multidões também. E de vendedores chatos. Ah, claro… faltou alguém para quem falar besteira e fazer piadinhas. Essas coisas aparecem no momento e, sem tem para quem contar, acabam morrendo no instante seguinte. Vou me lembrar disso na próxima vez. 🙂
      Amarelo está bonzão, tomando o antibiótico diluído em água. Por enquanto tudo bem…


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