Posts Tagged ‘filme

06
set
10

“Olhos Negros”

Seguindo as indicações de um professor na faculdade, li no final de semana o conto “A Dama do Cachorrinho”, de Anton Tchékhov. Com esta indicação veio também outra referente a um filme baseado no conto: “Olhos Negros”, a que assisti hoje.

Conto e filme tratam da história do romance de um homem e uma mulher, ambos casados e infelizes em seus respectivos relacionamentos, que se conhecem e se apaixonam durante um período de férias. Do encontro e da paixão surge a questão de como lidar e o que fazer, então, com a vida estável e rotineira, ainda que indesejável, que ambos levam.

O filme tem como ator principal Marcello Mastroianni no papel de um viajante que, em um cruzeiro, relata a um recém-conhecido a história de amor vivida por ele no passado. Embora seja um drama, onde é mostrado um romance do protagonista, são vários os momentos muito engraçados, tornando-o bastante agradável de se assistir.

Lançado em 1987, o filme tem uma fotografia belíssima, com paisagens lindas, e uma escolha de cores e iluminação impressionantes. A trilha sonora também é maravilhosa, com músicas que se adequam perfeitamente à história e aos cenários mostrados.

Para quem não conhece a história, recomendo passar pela mesma experiência que eu, lendo o conto antes para então identificar seus elementos e referências enquanto assiste ao filme.

16
ago
10

“Letra e Música”

Ontem à noite estava com vontade de assistir algum filme antes de dormir, mas nada muito denso, que ocupasse meus pensamentos depois de assistí-lo. Só queria um pouco de distração e fui olhar as opções que tinha. Minha escolha foi “Letra e Música”, uma comédia romântica protagonizada por Hugh Grant e Drew Barrymore, e não poderia ter sido melhor. O filme é leve, divertido, e nada meloso ou dramático.

As risadas começam na abertura do filme quando surge na tela um clip no melhor estilo brega dos anos 80 (Pop Goes My Heart). Uma banda com a música, as roupas, os cabelos, a dança, tudo tão parecido com coisas que fizeram sucesso naquela época que é bastante crível que a banda e o clip pudessem ter mesmo existido. A coreografia e o rebolado do Hugh Grant são ótimos!

O filme é sobre um músico que já fez muito sucesso mas, depois da decadência e de ter parado de produzir novas músicas, vive das lembranças e das fãs que gostavam de sua banda no passado e nunca o abandonaram. As fãs adolescentes histéricas que o acompanhavam agora são mulheres adultas, casadas… e não menos histéricas. Uma oportunidade para se reerguer aparece, mas para isso ele precisa criar uma boa música em alguns dias. Compôr não é um problema, mas criar a letra sim. É aí que aparece a personagem de Drew Barrymore, uma jardineira que claramente não leva o menor jeito para jardinagem.

Como a maior parte das comédias românticas, é despretenciosa e tem um final nada surpreendente, mas os personagens dos atores principais, além dos interpretados por Brad GarrettKristen Johnston, são muito engraçados e me fizeram dar boas risadas. Para quem quer se distrair e rir um pouco, recomendo.

27
jul
10

“Julie & Julia”

No final de semana passado assisti a dois filmes com meu irmão e minha mãe: “Into the Wild” (que eu adoro e já comentei a respeito em outro post), e “Julie & Julia”.

O filme é leve, divertido, e conta com a sempre perfeita atuação de Meryl Streep. Ela é a atriz campeã de indicações ao Oscar, e definitivamente merece cada uma delas. É impressionante como ela se molda, se encaixa e convence em qualquer papel que faz.

O filme, baseado em fatos reais, conta a história de duas pessoas que, de certa forma, acabam se relacionando.

Julia Child foi uma americana que se mudou com o marido para a França, decidiu estudar culinária, e escrever um livro que tornasse a tarefa de cozinhar algo mais fácil para as mulheres que não tivessem o menor jeito para a coisa. Acabou se tornando uma chef conhecida que apresentava programas onde preparava e ensinava suas receitas.

Julie Powell era uma funcionária de telemarketing que, um dia, resolveu começar um projeto pessoal: criou um blog e decidiu que, por um ano, testaria as mais de 500 receitas do livro de Julia e postaria em seu blog os resultados desses testes.

O projeto e o blog de Julie, e o livro de Julia sobre sua viagem para a França, deram origem ao livro “Julie & Julia”, que deu origem a esse filme, que rendeu mais uma indicação ao Oscar para Meryl Streep.

Todo o elenco é muito bom, com destaque para Amy Adams e Stanley Tucci que estão ótimos em seus personagens, a história é interessante, e me rendeu boas risadas e momentos de distração. Gostei muito!

24
jun
10

“Sociedade dos Poetas Mortos”

Um dos filmes de que mais gostei entre os que assisti até hoje foi “Sociedade dos Poetas Mortos”. Lançado na época da minha adolescência, numa fase que foi difícil pra mim, esse filme teve um significado especial pela mensagem transmitida e pelo efeito que teve em minha vida.

O filme conta a história de alguns adolescentes que se conhecem em um colégio tradicional e bastante rígido, onde têm contato com um professor especial que lhes mostra uma nova forma de encarar não só os estudos mas também a vida, os estimula a encontrarem e seguirem seus sonhos e suas paixões.

A forma como isso é mostrado é bastante inspiradora, e nos faz refletir sobre nossa própria vida. Pelo menos foi isso que ele fez comigo. A idéia do “carpe diem”, do “aproveite o dia”, de saborear a vida porque ela é curta e passa depressa demais é linda e muito verdadeira.

É difícil escolher a melhor atuação no meio de tantos talentos presentes. Robin Williams está perfeito como o professor que ensina mais do que sua matéria aos alunos. Ethan Hawke também está maravilhoso como o tímido Todd Anderson, e foi com quem mais me identifiquei na época. Robert Sean Leonard, o Wilson da série “House”, teve uma atuação brilhante como o sonhador Neil Perry. Aliás, esse foi um dos primeiros filmes destes dois ótimos atores.

Lançado em 1989, o filme recebeu vários prêmios e indicações em vários países, e, entre eles, ganhou o Oscar de melhor roteiro original. Além desse, merecia ser premiado por seus atores, pela fotografia que é belíssima, e pela trilha sonora que também é muito bonita.

Esse filme é meio antigo e muita gente já deve ter visto, mas recomendo muito para quem ainda não assistiu. Para quem assistiu e gostou, sempre é bom revê-lo.

09
jun
10

“Air on the G String”

Muitos anos atrás, em algum lugar que já não me lembro mais qual foi, ouvi a música que viria a se tornar a minha favorita, que ouço inúmeras vezes seguidas, por dias consecutivos, sem nunca me cansar. Uma coisa nunca me esqueci: quando ouvi, não tive como pegar informação alguma sobre ela, e não fazia a menor idéia de seu nome e autoria.

Por algum tempo continuei sem saber que música era aquela que tinha me marcado tanto. No dia em que finalmente descobri, foi de uma forma tão sublime, mágica, que valeu por todo o tempo de espera. A música que já era tão marcante me foi revelada de um modo que não poderia ser mais inesquecível…

Estava viajando, sozinha, o sol se pondo, e eu a caminho do albergue onde estava hospedada. De repente, ouvi ao longe um som harmonioso, conhecido, que colocou um sorriso em meu rosto imediatamente. Uma ansiedade me atingiu e segui a música, a minha música, até que a encontrei… Cheguei a uma praça, pequena, e no meio dela estava um rapaz, tocando com seu violoncelo a música que por tanto tempo não saía de minha cabeça. Lembro de encostar-me em algum lugar e curtir cada nota tocada com perfeição por aquele rapaz… Quando a música chegou ao fim, fui conversar com ele, falar do quanto gostava dela, e obtive a resposta à pergunta que me acompanhara até então.

Se essa música já era A favorita, passou a ter um significado ainda maior a partir desse dia. O valor que ela tem pra mim, é e será sempre meu, mas talvez outras pessoas possam vir a admirá-la tanto quanto eu: “Air on the G String”, de Johann Sebastian Bach.

Recomendo ouvir com o volume bem alto, e com os olhos fechados…

Update: O que não se encontra na internet? Acho que descobri onde ouvi A música pela primeira vez: numa cena do filme “Se7en – Os 7 Crimes Capitais”, de 1995. Minha viagem foi em 2002…

27
maio
10

“O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”

Quando penso nos melhores filmes a que já assisti, um dos primeiros que me vem à mente é este: “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”. Ele conta a história de Amélie, uma garota que, num determinado dia, motivada por um acontecimento em sua vida, decide fazer o que estiver ao seu alcance para tornar mais felizes as pessoas à sua volta.

A história é contada de forma muito interessante, e o modo como tudo foi feito, as locações, a fotografia, as cores, a direção, os atores escolhidos, tudo colabora para dar um toque poético e sublime ao filme. A trilha sonora, então, é um show à parte. É das mais lindas que já ouvi, e me faz companhia enquanto escrevo este texto. Escrita pelo compositor francês Yann Tiersen, que esteve no final de semana passado na Virada Cultural Paulista, as músicas se encaixam com maestria no enredo do filme, se misturando a ele.

O filme é francês, e foi lançado em 2001. Foi indicado a cinco prêmios Oscar, além de ter recebido vários outros prêmios e indicações em diversos países. Foi ele que deu projeção à carreira internacional da talentosa atriz francesa Audrey Tautou, que até então só tinha participado de filmes franceses, e desde então vem atuado em produções que a colocaram em posição de destaque em todo o mundo, como “O Código Da Vinci” e “Coco Antes de Chanel”.

Não sou muito fã de trailers, pois acho que eles semprem mostram mais do que deveriam, mas se estiver na dúvida quanto a assistir ao filme, dê uma olhada no vídeo abaixo. O filme é muito especial… Depois de mais uma vez ouvir a trilha sonora e rever algumas cenas enquanto escrevo, acho que já está na hora de assisti-lo novamente.

09
maio
10

“Into the Wild”

Capa do DVDMeses e meses ensaiando a criação de um blog… Pensando em como começar, o que escrever… E então assisti a um filme de que gostei tanto, que teve tanto significado pra mim, que a vontade de escrever apareceu repentinamente, quando eu menos esperava.

O nome do filme é “Into the Wild” (em português, “Na Natureza Selvagem”). Baseado em uma história real, que já tinha dado origem a um livro, ele conta um pouco da vida de Christopher McCandless, um rapaz americano que depois de formado decidiu deixar para trás sua família, suas inquietações, sua vida (inclusive seu nome), e partir com um único objetivo: chegar ao Alasca.

Lendo assim pode parecer algo tolo, vazio, apenas uma aventura qualquer, mas o filme consegue mostrar um pouco dessa pessoa única, que tinha uma forma de pensar tão autêntica e genuína. Ele desistiu do materialismo da sociedade e das relações de aparência entre as pessoas, e partiu em busca de um contato direto com a natureza em sua essência. Sua história nos leva a repensar o mundo e a forma como encaramos a vida.

Além dessa história ser especial por si só, a trilha sonora composta e interpretada pelo Eddie Vedder, vocalista do Pearl Jam, é maravilhosa e se encaixa perfeitamente no contexto do filme.

Não posso dizer que todos sentirão o mesmo que senti vendo esse filme, mas acho um pouco difícil assistí-lo e não refletir sobre a própria vida. Sei que ele ainda vai me fazer muita companhia ao longo dos anos, e recomendo para quem ainda não o assistiu (e para quem já assistiu também).




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