Posts Tagged ‘jundiaí

28
ago
10

Teatro: “A Grande Volta”

Foto: João Caldas/Divulgação

Depois de muito tempo sem ir ao teatro, já que as opções não são muitas nem frequentes em Jundiaí, hoje tive o prazer de assistir a uma peça: “A Grande Volta”, com Fúlvio Stefanini e Rodrigo Lombardi, e direção de Marco Ricca.

A peça, escrita pelo belga Serge Kribus e traduzida por Paulo Autran, conta a história de pai e filho que, devido a problemas por que estão passando, acabam se vendo obrigados a conviver, conversar, coisa que nunca tinham feito, e passar por algumas experiências juntos, mesmo com o histórico da difícil relação existente entre eles.

Os dois atores são ótimos, a história é bonita, e tem alguns momentos muito divertidos. Faz pensar na relação de pai e filho, nas aparentes diferenças, nos obstáculos em se ter um diálogo aberto. É fácil se identificar. O espetáculo é tão envolvente que quando chega ao fim a impressão é de que ele mal tinha começado.

Amanhã terá uma outra sessão, no teatro Polytheama, às 19h. A vontade é de voltar e assistir mais uma vez, porque cada sessão sempre tem um toque, um momento, algo de diferente que gera uma reflexão. Gostei muito e recomendo!

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06
jul
10

Violência em Jundiaí

Ontem estava na casa dos meus pais, quando minha mãe chegou perguntando se tínhamos ouvido o tiro. No mesmo instante me lembrei de algo que tinha acabado de ouvir mas, na minha ingenuidade, nem tinha imaginado o que pudesse ser. Depois ficamos sabendo o que aconteceu: dois bandidos assaltaram e agrediram uma mulher em plena luz do dia (acho que era umas 4 horas da tarde), um policial à paisana viu o ocorrido, conseguiu perseguir, atirar e render um dos bandidos… a uns 50 metros de casa.

Hoje acordei e me deparei com uma notícia na página principal do UOL, sobre uma tentativa de roubo a um caixa eletrônico durante a madrugada. Esta foi seguida de uma perseguição por uma das principais avenidas da cidade, troca de tiros entre os policiais e os assaltantes, e terminou com três pessoas baleadas, entre elas um dos bandidos, que foi morto.

Esse tipo de coisa me entristece… Acho que esses casos ainda não são tão comuns na minha “cidade do interior”, mas é perceptível que os números têm aumentado. É horrível a sensação de andar pelas ruas e não se sentir seguro. Alguns dias atrás tirei minha câmera da mochila para fotografar algo que vi. No mesmo instante apareceu uma pessoa me observando na rua, que estava deserta, e começou a andar atrás de mim. Não dá para afirmar que o interesse fosse me roubar, mas a própria sensação de paranóia e insegurança, que me fez guardar rapidamente a câmera e seguir meu caminho o mais rápido possível, incomoda.

Tenho saudade de um tempo, que já me parece tão distante, em que essas coisas não eram comuns e nem estavam tão próximas. Um tempo em que os portões eram baixos, as janelas não tinham grades, outras pessoas caminhando pela ruas não eram “possíveis assaltantes”, e podia-se andar sozinho à noite sem qualquer preocupação. Infelizmente não acredito que esses bons tempos algum dia voltarão. De certa forma, fico feliz por pelo menos ainda não reconhecer tão naturalmente o som de um tiro.

22
maio
10

Virada Cultural Paulista 2010

Está acontecendo neste final de semana, nas cidades do interior e do litoral paulista, a 4ª edição da Virada Cultural Paulista, promovida pelo governo do Estado e inspirada na Virada Cultural que ocorre todos os anos, desde 2005,  na cidade de São Paulo. Esse é um evento de grande importância por trazer tantas atrações e eventos culturais, coisas tão escassas na região (pelo menos na minha cidade, Jundiaí).

São shows musicais, peças de teatro, exposições, sessões de cinema, e até apresentações de ópera, distribuídas por todas as cidades envolvidas. Aqui em Jundiaí teremos espetáculos de dança, apresentação da peça de teatro “O Homem Inesperado”, com Nicette Bruno e Paulo Goulart, exposição “História da História em Quadrinhos”, sessão do filme alemão “Verão em Berlim”, shows de Zeca Baleiro e Cat Power, entre tantas outras coisas. São ótimas opções para os mais diversos gostos.

O único problema é que, com a distribuição, nem sempre o que você mais gostaria de ver está disponível em sua cidade. No meu caso, confesso que invejei as cidades de Piracicaba e Indaiatuba. A primeira terá uma apresentação de Yann Tiersen, um músico francês espetacular que, entre outras coisas, foi responsável pela belíssima trilha sonora do filme “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”. A segunda terá uma apresentação da ópera “Carmen”, de Bizet. Mas não é muito justo reclamar, pois as opções disponíveis aqui são de excelente qualidade.

Uma coisa curiosa é que, apesar do tamanho do evento, não vi muita divulgação pela cidade nas semanas que o antecederam. Talvez por isso eu tenha ficado sabendo que ele ocorreria, e qual seria uma das atrações, por meio de um amigo que mora na capital paulista e que virá para a Virada em Jundiaí. Espero que apesar dessa falha as atrações sejam bastante prestigiadas, o evento seja um sucesso e se repita pelos próximos anos.

20
maio
10

Livros e Livrarias

Gosto muito de ler e tenho uma certa adoração por livros. Sinto um prazer meio inexplicável quando entro numa livraria, admiro as capas, toco os livros, e folheio cada um daqueles que me parecem mais interessantes. Fico curiosa com relação à história contada, procuro mais detalhes mas não muitos, apenas o suficiente para me deixar ainda mais curiosa e sem saber muito sobre as linhas que possivelmente me entreterão por algum tempo.

Para minha tristeza, moro em uma cidade que praticamente não tem livrarias: Jundiaí, no interior de São Paulo. Com 350.000 habitantes, acho que pode-se contar nos dedos (de uma mão!) as livrarias existentes, e todas pequenas, praticamente sem um espaço decente onde se possa sentar e folhear livros devidamente. A cidade tem um shopping center principal, mas diferente de todos os outros shoppings que já conheci, esse não tem uma livraria sequer.

Recentemente tivemos duas lojas de grandes redes (Nobel e Siciliano), mas há pouco tempo as duas fecharam suas portas, e eu fico sem entender esse “fenômeno”, no pior sentido da palavra, que ocorre por aqui. Eu não sei se as pessoas daqui não lêem, se preferem simplesmente comprar os livros pela internet onde o preço sempre é mais baixo, se são tão poucos aqueles que sentem esse mesmo prazer que eu sinto com relação aos livros. Eu só sei que é frustrante ter que me deslocar para outra cidade para fazer algo que em tantos lugares do mundo pode ser feito em cada esquina. Muitos anos atrás estive em Buenos Aires e me senti no paraíso, tamanha a quantidade de livrarias que a cidade tem.

Existe a previsão de abertura de dois grandes shoppings na cidade nos próximos anos, e isso me anima pela perspectiva de que pelo menos duas boas livrarias dêem as caras por aqui. Acho um pouco triste que essa seja a única forma dessas lojas abrirem suas filiais, mesmo porque shopping center está bem longe de ser um local voltado à cultura, mas se esse é o único meio, que seja assim. Só espero que as futuras lojas não tenham o mesmo fim que as outras tiveram…




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