Posts Tagged ‘poesia

21
maio
11

“Soneto 35” – Francesco Petrarca

SONETO 35

Francesco Petrarca

Solo et pensoso i piú deserti campi
vo mesurando a passi tardi et lenti,
et gli occhi porto per fuggire intenti
ove vestigio human l’arena stampi.

Altro schermo non trovo che mi scampi
dal manifesto accorger de le genti,
perché negli atti d’alegrezza spenti
di fuor si legge com’io dentro avampi:

sì ch’io mi credo omai che monti et piagge
et fiumi et selve sappian di che tempre
sia la mia vita, ch’è celata altrui.
Ma pur sí aspre vie né sí selvagge

cercar non so ch’Amor non venga sempre
ragionando con meco, et io co’llui.

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15
jun
10

“Paisagem” – Francisca Júlia

Final de semestre, muitas provas, e blog largado esperando pelas minhas férias. Muito boa a sensação de estar no curso certo, sempre com textos interessantes para ler. Sendo assim, deixo aqui um poema que estou lendo e estudando, de uma poetisa parnasiana de quem gostei bastante e que me despertou curiosidade com relação a outros textos: Francisca Júlia.

PAISAGEM

Francisca Júlia

Dorme sob o silêncio o parque. Com descanso,
Aos haustos, aspirando o finíssimo extrato
Que evapora a verdura e que deleita o olfato,
Pelas alas sem fim das árvores avanço.

Ao fundo do pomar, entre folhas, abstrato
Em cismas, tristemente, um alvíssimo ganso
Escorrega de manso, escorrega de manso
Pelo claro cristal do límpido regato.

Nenhuma ave sequer sobre a macia alfombra,
Pousa. Tudo deserto. Aos poucos escurece
A campina, a rechã sob a noturna sombra.

E enquanto o ganso vai, abstrato em cismas, pelas
Selvas adentro entrando, a noite desce, desce…
E espalham-se no céu camândulas de estrelas…




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